Hubble revela as galáxias mais distantes já vistas

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O reformado Telescópio Espacial Hubble observou o que pode ser as mais antigas e mais distantes galáxias já vistas, anunciaram astrônomos hoje.

Os objetos fracos e avermelhados nas novas imagens do Hubble são galáxias que se formaram à 600 milhões de anos após o Big Bang, que ocorreu a cerca de 13,7 bilhões de anos atrás. Estes objetos estão localizados à 13,1 bilhões de anos-luz da Terra.

Observações de galáxias antigas podem ajudar os astrônomos a entender as condições do Universo jovem.

Duas equipes de astrônomos do Reino Unido tiraram imagens das galáxias no Universo jovem com a nova câmera do Hubble (Wide Field Camera 3 – WFC3), que pode realizar medições altamente sensitivas em infravermelho.

“A expansão do Universo causa um avermelhamento da luz de galáxias distantes, então ter uma nova câmera no Hubble que é muito sensível ao infravermelho significa que podemos identificar galáxias que estão a distâncias muito maiores do que era previamente possível,” disse Stephen Wilkins, membro da equipe que utilizou o Hubble para obter as imagens.

As novas imagens do Telescópio Espacial Hubble tiradas em Agosto ao longo de quatro dias incluem a região do céu chamada de Hubble Ultra Deep Field (Campo Ultra Profundo do Hubble).

Outra pesquisa recente, conduzida com o Telescópio Subaru no Havaí, encontrou 22 das mais antigas galáxias no Universo, com uma que teve a sua idade confirmada a apenas 787 milhões de anos após o Big Bang.

Até agora, o objeto mais distante já observado é uma erupção de raios gama – a mais violenta explosão do Universo – localizada à mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra.

“Estas novas observações do Hubble são provavelmente as imagens mais sensíveis que o Hubble irá tirar em toda sua vida, mas as galáxias muito distantes que nós descobrimos irão ser estudadas em detalhe pelo sucessor do Hubble, o Telescópio Espacial James Webb, que irá ser lançado em 2014,” disse Jim Dunlop da Universidade de Edimburgo.

As equipes apresentaram suas descobertas em uma série de artigos no jornal Avisos Mensais da Real Sociedade Astronômica.


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