Encontrada reserva cósmica de metais raros

Um observatório espacial de Raios X descobriu a maior concentração conhecida de elementos raros pesados no Universo.

Os elementos leves da tabela periódica, hidrogênio e hélio, são os elementos mais abundantes no cosmos – eles são o combustível das estrelas.

Porém, mais familiar para nós Terrestres são os elementos pesados que compõe o resto da tabela, embora esses elementos pesados são raros no Universo como um todo.

Recentemente, astrônomos usaram o observatório espacial de Raios X Suzaku, operado pela NASA e pela Agência Espacial Japonêsa (JAXA), para descobrir a maior concentração de metais raros no Universo já vista.

O Suzaku detectou os elementos crômio e manganês enquanto observava a região central do aglomerado de galáxias Perseu, que está localizado à 225 milhões de anos-luz da Terra. Os átomos metálicos são parte do gás quente, ou médio intergaláctico, que fica entre 190 galáxias dentro do aglomerado.

“Esta é a primeira detecção de crômio e manganês em um aglomerado,” disse Takayuki Tamura, um astrofísico da agência espacial Japonesa. Tamura liderou a pesquisa de Perseu. “Anteriormente, esses metais foram detectados apenas em estrelas na Via Láctea ou de outras galáxias. Esta é a primeira detecção em espaço intergaláctico.”

A porção do Aglomerado no campo de visão do Suzaku temcerca de 1,4 milhões de anos-luz de comprimento, ou cerca de um quinto do comprimento total do Aglomerado. Ela contém uma imensa quantidade de metal: A quantidade de crômio é 30 milhões de vezes a massa do Sol, ou 10 trilhões de vezes a massa da Terra. A quantidade de manganês é de cerca de 8 milhões de vezes a massa do Sol.

Supernovas, a explosão de estrelas, criam estes elementos pesados. As supernovas também criam vastos fluxos chamados de superventos. Estes ventos transportam os elementos pesados para o meio intergaláctico.

Os dados da pesquisa do Suzaku mostram que levou cerca de três bilhões de supernovas para produzir as quantidades medidas de crômio e manganês. E ao longo de períodos de bilhões de anos, os superventos carregaram os metais para fora das galáxias e os depositaram no espaço intergaláctico.

Cientistas esperam usar esta nova descoberta para aprender mais sobre a formação estelar e conseguir um melhor entendimento de como, quando e onde os elementos pesados são formados.

“Medindo a abundância de metais, nós podemos entender a história química de estrelas em galáxias, tal como o número e tipo das estrelas que se formaram e explodiram no passado,” disse Tamura.

As descobertas do Suzaku foram detalhadas em uma edição recente das Cartas do Jornal de Astrofísica.


Email this post Envie este post para seus amigos

Compartilhe este post:
  • Twitter
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google Bookmarks
  • Live
  • MySpace
  • Reddit
  • RSS
  • Technorati
  • Yahoo! Bookmarks
  • Yahoo! Buzz

Leave a Reply